Maria Clara Araújo

 

– Interseccionar lutas feministas significa não entender as mulheres como uno, mas entender que mulheres são plurais. A interseccionalidade vê não o gênero como o pilar de todas as opressões que uma mulher pode sofrer, mas percebe que o patriarcado, a sociedade, a estrutura opressora nos lê de formas diferentes, e essas formas levam em consideração questões de raça e de classe também. Por conta disso, eu vi o termo “afrotransfeminista” em uma imagem e me apaixonei e comecei a usar, porque eu achava que era impossível falar sobre a minha transexualidade sem pautar a questão de eu ser uma menina negra e da periferia. Então as minhas vivências são totalmente diferentes de uma menina branca de classe média, por isso a necessidade de interseccionar as minhas lutas e a leitura que a sociedade tem de mim, para entender qual é o meu local de fala e quais pontos me levam a ser penalizada.

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