Pois é

Lula em má companhia (n/e)

…é ingratidão da burguesia!

O ex-presidente Lula desde sua campanha de 2002, com a Carta aos Brasileiros, se coloca como uma figura conciliatória entre as elites e os trabalhadores. Esse diálogo se esgotou e o que ocorre agora Lula comprova isso ou se trata de outra questão?

Guilherme Boulos: O espaço para uma política de conciliação de classes no Brasil agora está muito limitado, se não esgotado. Lula conseguiu fazer esse pacto em um período de crescimento econômico, quando era mais fácil dividir o bolo, estabelecer o ganha-ganha, se bem que essa divisão foi desproporcional porque os ricos ganharam muito mais. Agora, em um período de crise, a possibilidade de se conciliar interesses é muito menor. E há outro fator no Brasil. O governo Lula, os governos petistas não fizeram nenhuma reforma estrutural.

Não combateram os grandes privilégios da elite. E mesmo assim são perseguidos por uma elite atrasada e conservadora no Brasil. Nós temos uma elite que não aceita nenhum tipo de concessão. Mesmo que ela se mantenha no topo, ela não aceita algum grau de mobilidade social, o que impede qualquer possibilidade de conciliação. O cerco que está sendo feito ao governo petista e ao Lula é mais uma extensão do esgotamento da política de conciliação do Brasil, inclusive da ingratidão da burguesia brasileira.  

Fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/cerco-a-lula-e-ingratidao-da-burguesia-brasileira-afirma-boulos/

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