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Seca na África deixa

36 milhões sem alimentos

Por José Eduardo Mendonça

Temperaturas recordes de fevereiro colocam países em risco

Mais de 36 milhões de pessoas corrrm risco de passar fome no sul e leste da África, advertiu hoje a ONU, com grandes partes do continente sofrendo com a pior seca em décadas, em um momento de temperaturas recordes.

A causa imediata da seca, que atinge países da Etiópia ao Zimbábue, é um dos mais fortes eventos do El Niño já registrados, que transformou os padrões normais do tempo em todo o mundo.

Há temores de que os impactos de longo termo da mudança do clima vão também enfraquecer a capacidade dos países de suportar extremos do tempo, deixando grandes números de pessoas sujeitas a fome e doenças.

A nação que mais sofre é a Etiópia, no qual as chuvas vitais para quatro quintos das safras não apareceram. A Unicef diz estar com planos de tratar mais de 2 milhões de crianças malnutridas, e mais de 10 milhões precisarão de ajuda alimentar.

O primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn, disse hoje que o fluxo de ajuda é extremamente lento e mínimo.

Em dezembro do ano passado o governo do país fez um apelo pedindo U$ 1.4 bilhão necessários para assistência alimentar emergencial. Com a piora da crise, o próprio governo desembolsou sozinho mais de U$ 380 milhões, informa o Star Africa.

Fonte: https://zeeduardomendonca.wordpress.com/2016/03/17/seca-na-africa-deixa-36-milhoes-sem-alimentos/

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