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Por Paulo Borges

Em 1938, mais precisamente no mês de Abril, partia para África, a bordo do navio “Arlanza” uma equipe que seria chamada de “Missão Cinegráfica às Colonias de África”. Essa equipa era composta por António Lopes Ribeiro, pelo autor teatral Carlos Selvagem, o operador de câmara Manuel Luís Vieira e Paulo de Brito Aranha, responsável pelo som. O objetivo desta equipa era filmar nas nossas então colonias ultramarinas. Destas filmagens, muitas delas documentários, produziu-se um filme de longa-metragem, que se veio a chamar “O Feitiço do Império”. O filme tinha argumento de Joaquim Mota Júnior, cujo primeiro objetivo era o de revelar, engrandecer e exaltar a ação portuguesa em terras Africanas. Foi o primeiro filme de ficção a abordar as colonias ultramarinas e a obra colonizadora dos portugueses e no fundo a trazer para a tela imagens das nossas antigas províncias africanas.

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Considerado como uma obra de ficção exemplar sobre a visão colonial do Estado Novo, foi produzida pela Agência-Geral das Colonias. Estreou comercialmente no cinema Éden, em 23 de Maio de 1940, com a presença do Presidente da República, na altura chamado de Chefe de Estado e do Governo. Infelizmente com o passar do tempo perdeu-se o som do filme, por isso apenas está conservada (Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema) a banda de imagem.

http://cinemaportugues.com.pt/?p=2879

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