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artigo de Roger Cohendo New York Times

Estou de saco cheio de ler matérias negativas sobre a Olimpíada do Rio: o ódio nas favelas, a violência (inclusive o assalto a quatro nadadores americanos), a permanente divisão entre ricos e pobres, o doping da Rússia, o mosquito brasileiro, os eventuais problemas de organização, e o dinheiro que supostamente deveria ser empregado de outra forma que não a extensão do metrô do Centro à próspera Barra da Tijuca (e que, entre outras coisas, permite que os pobres possam trabalhar lá).

Primeiro, diziam que o Brasil jamais conseguiria realizar a Olimpíada. Agora, como é um retumbante sucesso e apresentou uma magnífica cerimônia de abertura, o Brasil é acusado de não resolver seus problemas sociais a tempo.

Tem alguma coisa no mundo desenvolvido que não gosta que um pais em desenvolvimento organize um grande evento esportivo… Não me lembro de repórteres, na Olimpíada de 2012, à procura de histórias sobre as regiões mais pobres de Londres ou as regiões britânicas em que o crime fica escondido.

Os problemas sociais do Brasil persistem, mas só um idiota negaria que o Brasil será um grande ator do Seculo XXI.

Com o diria o Tom Jobim, compositor de Garota de Ipanema (e que dá o nome ao aeroporto da cidade), “o Brasil não é para principiantes”.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/rio-2016-ny-times-cospe-no-pig