Kwame Nkrumah Memorial Park, Gana.

Kwame Nkrumah
Nascimento: 21 de setembro de 1909,Nkroful, Gana.
Falecimento: 27 de abril de 1972, Bucareste, Romênia.

Foi um líder político africano, um dos fundadores do Pan-Africanismo. Foi primeiro-ministro entre 1957 e 1960 e presidente de Gana de 1960 a 1966.

Kwame Nkrumah,

o pai do PanAfricanismo

O nome de Kwame Nkrumah está no coração do pensamento Pan-Africano. Ele sozinho levou a Costa do Ouro sua independência e veio a fazer de Gana o primeiro país Africano a ser libertado da dominação colonial. Sua visão foi além dos interesses de seu país e ele trabalhou toda a sua vida para a Unidade Africana. Sua morte ocorrida em meio a uma campanha de desqualificação orquestrada pelos bastiões reacionários da falência colonialista, não impediu que o seu pensamento pan-Africano o sobrevivesse
Nos nossos dias atuais, quando a cúpula da União Africana se reúne em Maputo,Moçambique, constatamos que o pan-africanismo não é apenas um ideal, mas a base de trabalho para a efetivação de uma África unida em conformidade como ideal tão sonhado por Kwame Nkrumah, o pai da independência de Gana. Em 6 de março de 1957 a Costa do Ouro tornou-se o primeiro país Africano a se libertar do jugo e da presença colonial britânica passou a se chamar de Gana, em homenagem a um dos reinos que compunham o antigo Império Ashanti. Logo as idéias emancipacionistas de Nkrumah ultrapassaram as fronteiras.

Em 1945 ele viajou para Londres para ingressar em uma faculdade de direito. A situação de política no seu país, fala mais alto ao seu coração. Juntou-se à União dos Estudantes da África Ocidental e organiza a V Conferência PanAfricano, acontecida em Manchester. Ele trabalha com os políticos Africanos que se tornarão os principais instigadores da independência nos seus países, incluindo Jomo Kenyatta, futuro presidente do Quênia. Seus artigos incendiários, publicado no jornal “The New African” em defesa de uma Unidade Africana e contribuíram para transformar o nome de Nkrumah em sinônimo de radicalismo na visão administração colonial na Costa do Ouro.
Em 1947, seu retorno foi triunfante, e promete uma ascensão meteórica. Ele imediatamente dirigiu-se para o novo Partido para a Independência da Costa do Ouro que realiza convenções em todo o país, enquanto o poder colonial suprime os impulsos emancipacionistas que ganham o povo. Em 1948, Nkrumah foi preso por agitação política, durante uma manifestação contra o governo: ele se torna um mártir político, um papel que ele aceita e cultiva. A pressão é grande a administração colonial é obrigada a fazer concessões. Em 1952, Nkrumah tornou-se Primeiro-Ministro da Costa do Ouro e seu novo partido, o PPC (Partido da Convenção Popular) venceu todas as eleições realizadas pelos britânicos para testar as preferências políticas das pessoas. Em 6 de março de 1957, a batalha da primeira revolução chega ao fim: a Costa do Ouro tornou-se independente e foi rebatizado Ghana.
À frente do primeiro Estado Independente Africano, onde se tornou presidente em 1960, Nkrumah em função da euforia da vitória, pensa grande. Ele está ativo na libertação dos países ainda sob dominação colonial. Assim, ele fornece 25 milhões de dólares de apoio à Guiné em seguida a declaração da independência em 1958. No mesmo ano, a reunião de chefes de Estado Africano, realizada em Accra, sob os auspícios do Gana, que afirma a necessidade para a África “de desenvolver a sua própria comunidade e personalidade”, e seu não-alinhamento em relação aos dois blocos.

A política externa de Nkrumah é inteiramente dedicada à construção da Unidade Africana. Ele a pensa como uma fusão orgânica de Estados Independentes e não como mera cooperação. Pretende-se promover a sua doutrina original denominada de “Conciencismo” às vezes chamado hoje de “Nkrumanismo “, que compreende impressões de um marxismo heterodoxo associados ao conceito tradicional Africano do coletivismo, que é “a ressurreição dos valores humanitários e igualitários da África tradicional, num ambiente moderno.” Em 1963, Nkrumah e vai ser um dos fundadores da Organização da União Africana, no entanto, logo as idéias começaram a suscitar temores de um “radicalismo exacerbado”.
Em 1960, meses depois de assumir o mais alto cargo de Presidente da República, e ser chamado “Osagyefo”, (o Redentor), escreve: “o nacionalismo Africano não se limita apenas a Costa do Ouro, hoje Ghana. Agora ele deve ser um nacionalismo PanAfricano e deve ser a ideologia de uma consciência política entre os africanos, na busca da sua emancipação, espalhados por todo o continente”.
Logo, o sonho de uma África unida Nkrumah colide com idéias dos novos líderes de países independentes que não estão dispostos a desistir de suas soberanias recém-conquistadas. A Unidade Africana para o mundo começa a ser vista como o sonho de um “egocêntrico ambicioso que, na verdade, esconde planos expansionistas…”. Durante a Guerra Fria, ele é visto como um líder “manobrista, que deseja atrelar toda a África ao comunismo”. O presidente de Gana foi anulado do cenário político Africano e internacional. As antigas potências coloniais correram a injetar momento na campanha de demonização do líder de Gana. Uma das armas usadas na tentativa de amordaçar a voz discordante do radical Africano era comprometê-lo com o Leninismo.
Em Ghana, a política econômica da “segunda revolução” de Nkrumah é um fracasso. Os gastos domésticos arruinavam o país e quando as pessoas saíram às ruas para expressar sua insatisfação, a repressão se fazia a custa de sangue. Em 1962 e 1964, Nkrumah foi vítima de duas tentativas de assassinato. Chocado, ele se entrega a excessos de megalomania e toma medidas drásticas para se proteger. Ele aprisiona sem julgamento ministros de seu próprio gabinete caso ele suspeita de cumplicidade e se cerca por um exército de guarda-costas. Ele então se declarou presidente vitalício da República do Gana e estabelece o partido único. Em fevereiro de 1966, durante uma viagem a China, um golpe militar derrubou Nkrumah. Era o fim do um sonho Africano tão caro a Kwame Nkrumah. A raiva acumulada do povo ressurgiu e manifestações espontâneas irromperam no país para celebrar a sua queda. Encurralado, ele não retornar para Ghana e foi para o exílio na Guiné. Ele morreu de câncer em 1972 em um hospital de Bucareste.
Em cinco anos, Nkrumah passou de mito a desencanto. No entanto, vemos hoje o alcance de sua visão e de suas ambições PanAfricanas. Sem dúvidas, o pensamento de Kwame Nkrumah foi o dispar despertador de uma consciência Africana, que transcende as fronteiras geográficas do Continente Negro para promover a construção de um destino humano, político e econômico de alcance avassalador que vem a constituiro cerne do pensamento PanAfricano contemporâneo.

Bibliografia http://www.afrik.com/article6347.html

Via: http://correionago.ning.com/profiles/blogs/kwame-nkrumah-o-pai-do