O bruxo idade zero

Calendário do clã o velho reza e cabelo. Seleto
como os nascidos em Esmeraldas.

Terra de foles e raros guidons.

A casa do  velho  o sol  entrando nela.  Nome o
que recebo  muda  os bens em dias e rinhas so-
bre  o  mar.  Qual  lamparina  do  sangue,  o in-
cêndio das cãs revela o velho.

Mina de nova costela, suado caule e do rosário
vassauli.

O aprender o  velho demuda em reta sabedoria:
o calendário  como  pensando  o  velho argila e
flor.

Em sua casa seleto com as palavras     o velho
dos guidons.

 

Iteques

O sentido  das  coisas se  rebela entre  a  boca  e  os
ouvidos.  Vez    por   outra,  a    forma   em   que  é possível
roçá-lo  pende  do pescoço: no   couro o  animal em fuga, na
madeira   esculpida  uma  floresta. O  sentido  escorrega para
as   coisas   que   retemos   e  nos  transformam  em  textos.
Quem tropeça, altera  uma frase,  se  cruza  o sinal vermelho
desespera   os   pais  da   história.   Por  decisão   ou   força
habitamos  alguma   paisagem,   até   que    as  fronteiras se
extingam,  as  cifras  percam  a  valia. E  reste  o  homem no
centro da cave, sem  favores, nem  mais  nem  menos  que a
crispação das árvores.

Edimilson de Almeida Pereira

Fonte: http://revistamododeusar.blogspot.com.br/2012/11/edimilson-de-almeida-pereira.html