O negro aquilombado

e a população colonial.

Todas as construções teóricas formuladas sobre os quilombolas passaram de uma forma ou de outra para o cotidiano das populações coloniais, podendo-se perceber fragmentos destas idéias na documentação criada durante o século XVIII. Algumas imagens elaboradas sobre os quilombolas de Palmares permaneceram e se difundiram para todos os quilombolas e para épocas posteriores, criando um corpo de imagens sobre o que seria o negro aquilombado.

A noção que as pessoas tinham dos quilombolas durante o século XVIII em Minas Gerais merece ser acompanhada mais de perto. A idéia que os associa aos bárbaros é uma constante nesta documentação, assim como a de que eram feras e inimigos públicos. Que eles eram, segundo suas concepções, os causadores dos distúrbios, das desordens e das insolências freqüentes que os moradores próximos da região sofriam, não resta dúvida. Os quilombolas também eram vistos em vários tipos de documentos relacionados pelas autoridades ou pela população, como feras, como bandidos perigosos e não possuidores de qualquer tipo de sentimento humano.

“… brutos que se fazem abomináveis pela sua ferocidade com que não perdoam aos que lhes não fazem a menor resistência …”1

Eram seres desprezíveis e que levavam perigo imediato à população. Eram, entre outras coisas, negros insolentes, logo deveriam ser capturados ou exterminados.

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.
http://www.carmodacachoeira.net/2008/08/o-negro-aquilombado-e-populao-colonial.html