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A guerra de Mendes com o MP é com Moro

Por Fernando Brito

Nunca antes na história da Lava Jato fragilizou-se tanto a posição do Ministério Público.

Dificilmente Rodrigo Janot poderá se manter na posição assumida ontem de, simplesmente, por fim à delação da OAS e fingir que nada aconteceu.

Marcelo Auler, em seu blog, mostra o mar de contradições entre os vazamentos que “valem” e os que “não valem”.

Eu penso que, embora esteja claro que o “vazamento” – e o vazamento de “nada”, afinal – não tem importância alguma, essencial é o jogo de poder que o motivou.

Está claro até para as pedras da calçada que sua origem é o MP e um desafio a Tóffoli.

O problema é que Tóffoli não é apenas um ministro do Supremo, é o segundo voto de Gilmar Mendes,  e Gilmar sabe que o poder se defende com unhas, dentes e ousadia.

E, do outro lado, o Ministério Público não é só o o Procurador Geral Janot, mas a Força-Tarefa de Curitiba e, mais importante, aquele de quem ela é um apêndice: Sérgio Moro.

Foi ele o mais diretamente atingido pelos pontapés de Mendes, porque é o mentor de fato das tais “10 medidas contra a corrupção” que o ministro diz terem saído da cabeça de um “cretino absoluto”.

Moro é o personagem símbolo destas propostas e se tornou seu patrocinador com sua ida à comissão da Câmara para defendê-las.

Gilmar Mendes não está subindo o tom sem ter certeza de apoio no STF.

Pode ter sido o sinal de que “acabou a brincadeira”, pois o objetivo do golpe foi alcançado.

A Lava Jato, agora, é que não vem ao caso.

http://www.tijolaco.com.br/blog/guerra-de-mendes-com-o-mp-e-com-moro/

Comentário Vinte

A nós do Vinte Cultura e Sociedade, cada movimento do tucano Gilmar Mendes em defesa de suas teses e de seus amigos, soa como uma lição aos ex-assessores, ex-ministros e à própria presidenta deposta via golpe jurídico/midiático/parlamentar Dilma Rousseff, afinal, como nos ensina incansavelmente o malfadado ministro do STF, nas palavras de Fernando Brito no texto acima, “Gilmar sabe que o poder se defende com unhas, dentes e ousadia.”, e não se cansa de exercer esta máxima. Talvez tenha sido esta certeza que tenha faltado e continua faltando à presidenta, a seus ministros e ao PT, pois defender o poder arduamente conquistado com unhas, dentes, ousadia e, claro… coragem, não é nada anti-democrático.