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Itamaraty exclui de concurso

47 candidatos autodeclarados negros

A comissão incumbida de verificar a autodeclaração dos candidatos que se inscreveram como negros no concurso de admissão à carreira diplomática reprovou 47 das 100 pessoas que compareceram à entrevista. Havia 60 vagas reservadas para esse grupo na próxima fase.

A lista, ainda provisória, tem causado polêmica entre diplomatas e aspirantes ao cargo, para quem a comissão excluiu pardos da seleção, entre outras controvérsias.

O grupo de pessoas negras — 53,6% da população, de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2014 — é composto por pessoas pretas (8,6%) e pardas (45%).

Alguns dos reprovados pela comissão haviam sido beneficiários do Programa de Ação Afirmativa do próprio Instituto Rio Branco — o projeto concede bolsa de R$ 25 mil a negros autodeclarados que passem por prova objetiva e banca de verificação.

É o caso do servidor público federal Danilo Silvério, que participou do programa em cinco anos diferentes — 2006, 2008, 2009, 2010 e 2011 —, o máximo permitido. No total, Silvério recebeu R$ 125 mil em investimentos do Estado, fora despesas de viagens do programa.

“Toda sociedade vê você como negro, mas uma banca formada para isso não?”, disse ele àFolha. Se o recurso não for acatado, Silvério, cuja nota seria suficiente para aprovação na concorrência geral, será excluído. É o que determina portaria recente do Ministério do Planejamento, que prevê eliminação em caso de declaração considerada “falsa”, “sem prejuízo de outras sanções”.

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/cerra-comeca-a-rasgar-a-lei-de-cotas