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“É doloroso para um país forte e altivo ter de sujeitar-se às imposições de 700 ou 800 negros que, senhores dos canhões, ameaçaram a Capital da República.” 

Trecho de artigo publicado no jornal da colonia italiana em São Paulo, Fanfulla, a propósito da Revolta da Chibata, protagonizada por João Cândido. Citado por Jamil Almansur Haddad em “Aviso aos Navegantes Ou A Bala Adormecida no Bosque – Primeiro Livro das Suratas, à página 105.

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Aviso aos Navegantes

Ou

A Bala Adormecida no Bosque

Primeiro Livro das Suratas

Jamil Almansur Haddad

Livraria Editora Ciências Humanas

1980

https://www.estantevirtual.com.br/busca?q=Aviso%20aos%20Navegantes%20Ou%20a%20Bala%20Adormecida%20no%20Bosque

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A Revolta da Chibata

A Revolta da Chibata ocorreu em 22 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro, com a revolta dos marinheiros. Naquele período era comum açoitar com chibatadas os marinheiros, tudo com intuito de discipliná-los.

Através dessa prática violenta os marinheiros se revoltaram principalmente depois que o marinheiro Marcelino Rodrigues levou 250 chibatadas diante de todos os presentes no navio, desmaiou e continuou sendo açoitado.

Sempre em uma revolta ou manifestação uma pessoa toma a frente para encorajar os outros, nesse caso o Almirante Negro, o Marujo João Cândido, foi o primeiro a esboçar uma ação contrária aos castigos das chibatas.

Na baía de Guanabara encontravam-se vários navios que foram tomados pelos rebeldes, além disso, começaram a controlá-los retirando todos oficiais, aqueles que causassem resistência à ocupação eram assassinados, e se caso o governo não atendesse suas exigências ameaçavam lançar bombas na cidade.

Após o conflito, passaram-se quatro dias e, então, o Presidente Hermes da Fonseca decretou o fim da prática violenta de castigos e perdoou os marinheiros.

Entretanto, quando foram entregar as armas notaram que tinham sido enganados pelo presidente que, automaticamente, retirou da corporação da Marinha todos aqueles que compunham a revolta, além de João Cândido o líder, com isso foram depositados no fundo de navios e prisões subterrâneas na Ilhas das Cobras.

http://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/a-revolta-da-chibata.htm