Um dos arquitetos americanos mais

famosos foi um propagandista do nazismo

O arquiteto Philip Johnson projetou alguns dos edifícios mais emblemáticos do século 20. Johnson, que morreu em 2005, tem sido aclamado como um dos grandes. Mas há uma verdade sobre o homem que a comunidade de arquitetos não gostam de falar: Johnson era um fascista que apoiou abertamente Adolf Hitler e os nazistas durante quase uma década.

A respeito de Johnson há esta nódoa que nunca é mencionada quando se discute a sua arquitetura em geral, que é o fato de Philip Johnson ter sido um ser humano terrível, tomado do mais puro ódio. E ele não era apenas um simpatizante ocasional sussurrando  coisas como “talvez Hitler tenha algumas boas ideias” em bares sombrios. Johnson foi um ativista fervoroso da causa nazista nos EUA e em outras partes do mundo.

Johnson visitou a Alemanha em 1930, a convite do Ministério da Propaganda do governo. Escreveu neste período vários artigos para publicações de extrema-direita. Nos EUA fundou uma organização fascista chamado The Gray Shirts. Quando os nazistas invadiram a Polônia, lá estava Johnson acompanhando tudo em loco e, pasmem, chegou até mesmo a escrever um artigo favorável a Hitler, dizendo que este não era tão ruim como a imprensa americana relatava. Johnson era também um ardente defensor do padre Coughlin, notório personagem anti-semita da sociedade norte-americana e, estava tão favorável às ações nazistas que o FBI chegou a suspeitar que fosse um espião.

Apaixonado pela ação nazista, foi um dos primeiros a, em 1940, negar que as fotos com vítimas  do nazismo que começavam a aparecer na imprensa americana eram encenadas.

Sobre os judeus disse:

(é) “uma raça diferente da humanidade, planando sobre a sociedade como gafanhotos”.

Johnson foi um defensor da eugenia forçada. E chegou a ser chamado de fascista nas páginas da revista Harper, mas nada disso prejudicou sua carreira, tornando-se um membro muito respeitado da comunidade de arquitetura, raramente sendo confrontado com seu passado repugnante. E, é bom que se diga, nunca se desculpou pelas suas ações e atitudes, nem mesmo apelando para a esfarrapada desculpa sempre alegada por facínoras quando confrontados, de imputar aos “erros da juventude” suas ações e atitudes perniciosas.

Nas raras ocasiões em que foi questionado sobre o que fez durante a década de 1930, Johnson desviou da questão. 

Trechos com tradução livre da matéria publicada em: