override-if-required

Tripulação quase deixa passageiro morrer por

não acreditar que mulher negra pudesse ser médica

Do hypeness:

Quando viu que um passageiro duas fileiras à sua frente havia perdido a consciência e precisava de atendimento imediato, a obstetra e ginecologista americana Tamika Cross fez o que se espera de qualquer médico: imediatamente se prontificou a atendê-lo.

O que ela não esperava era esbarrar em uma doença mais difícil de curar do qualquer mal súbito: o preconceito. Tamika é negra, e aparentemente não se encaixa na imagem que se imagina de um médico.

Em um post no Facebook ela contou todo o ocorrido, em um vôo da companhia aérea Delta. Diante de um pedido de socorro da mulher do homem desacordado, Tamika se ofereceu para atende-lo imediatamente. Uma comissária de bordo, no entanto, primeiramente sequer considerou a oferta e, quando enfim compreendeu que se tratava de uma profissional para atende-lo, iniciou um verdadeiro interrogatório, como que para comprovar que se tratava de fato de uma médica.

“Eu levantei minha mão para lhe chamar a atenção. Ela me disse: ‘ah, não, querida, abaixe sua mão, estamos procurando por um médico ou uma enfermeira ou alguém que possa atendê-lo, não temos tempo de falar com você. Eu tentei lhe informar que eu sou médica, mas continuei a ser cortada com comentários condescendentes”, conta Tamika em seu post.

(…)

Outro médico ofereceu ajuda, que foi imediatamente aceita, sob a justificativa de que “ele tinha credenciais” – que evidentemente não foram mostradas em momento algum. Aparentemente o homem simplesmente “parecia” um médico, mais do que uma mulher negra.

(…)

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/tripulacao-quase-deixa-passageiro-morrer-por-nao-acreditar-que-mulher-negra-pudesse-ser-medica/

Opinião:

Aqui ou lá, na sede do império, a classe média negra continua acreditando que por seu nível sócio econômico, por seus diplomas,  por seu conhecimento e interação com a cultura hegemônica, claramente branca, será respeitada como indivíduo, como ser humano. Lamentamos informar que continuam exercitando o auto-engano estimulado pelos que mandam no mundo. Nas relações cotidianas, independentemente das marcas ostentadas em seus ternos e tailleurs, ou em seu rico vocabulário treinado nas obras que sustentam a hegemonia ocidental branca, você continua sendo só mais um negro, ou negra!

Baltazar Ramos.