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Empresas quebram em massa

Recuperação judicial sobe 62%

Pedidos de recuperação judicial têm alta de 62% em relação a 2015

Neste ano, 1.479 empresas já solicitaram proteção para evitar falência, número recorde

(…) O número de pedidos de recuperação judicial é recorde desde a criação da Lei de Falências, em 2005, e representa um crescimento acumulado de 62% no ano, até setembro. De acordo com estimativas de consultores e advogados, este ano deve terminar com, ao menos, 1.800 empresas nessa situação, em especial as pequenas e médias, mais sensíveis a movimentos bruscos na atividade econômica e com menor acesso a consultorias de planejamento financeiro.

E, embora essa corrida por socorro possa se arrefecer no ano que vem, com uma eventual retomada da atividade econômica, a avaliação de consultores especializados em processos de reestruturação é que o número de pedidos de recuperação judicial continuará elevado. Isso porque boa parte das empresas que estão conseguindo sobreviver à crise chegará enfraquecida ao fim desse ciclo recessivo.

— Esse número vai continuar alto pelos próximos 18 meses. À medida que a crise se instala, vai se espalhando pela economia. As empresas que estão sobrevivendo não necessariamente estão sobrevivendo de forma saudável.

http://www.conversaafiada.com.br/economia/empresas-quebram-em-massa

Os neoliberais brasileiros são de “segunda-mão”

Muito interessante a reportagem publicada ontem pelo Wall Street Journal que, como se sabe, é um dos principais porta-vozes do mercado financeiro internacional.

Diz lá que “Investidor agora quer que governos do mundo elevem os gastos“, enquanto os nossos gênios tupiniquins acham que é cortando até o leite das crianças que a economia se recuperará.

Mesmo antes da “PEC da Morte”, corte é o que não faltou.

Dos 1,4% do PIB  em investimentos públicos federais  em 2014, o Dr. Levy – o “pré-Meirelles” – já os cortara para 0,9%. Agora, segundo publicou ontem o Valor, já caíram para apenas 0,5%.

Enquanto isso, no mundo desenvolvido, segundo o WSJ “um número crescente de investidores e formuladores de políticas, vendo a impotência dos principais bancos centrais do mundo para estimular uma economia global anêmica, está defendendo a volta dos gastos públicos”.

Aqui, além da “degola” dos programas e serviços públicos, o único plano econômico que se desenvolve – e isto está ficando cada vez mais claro – é o da entrega acelerada do nosso pré-sal, assim mesmo a preço de banana porque, embora com alguma recuperação, os investimentos mundiais em petróleo estão retraídos.

Mas os rapazes microcéfalos do mercado querem, aqui, cortes e mais cortes.

Se preciso, que se abra o bucho da galinha dos ovos de ouro do Estado, donde lhes vem a riqueza, para que ela venha maior e mais rapidamente.

Para defender esta política econômica suicida não basta ser ganancioso, não basta ser desumano.

É preciso ser burro!

http://www.tijolaco.com.br/blog/os-neoliberais-brasileiro-sao-de-segunda-mao/

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Paulo Skaf, o industrial sem indústria.

A Folha e os

patos amarelos da Fiesp

 
Por Altamiro Borges

O pacto mafioso que viabilizou o “golpe dos corruptos” começa a implodir em vários cantos. O presidiário Eduardo Cunha ameaça delatar o palaciano Michel Temer e a sua corja. O ministro tucano Gilmar Mendes compra briga contra o “justiceiro” Sergio Moro. E até a Folha golpista detona a oportunista Fiesp. Em editorial publicado nesta segunda-feira (24), o jornal da famiglia Frias – mais vinculado aos agiotas do mercado financeiro – criticou a falta de coerência da Federação das Indústrias de São Paulo. Na aliança costurada para derrotar o “reformismo brando” de Lula e Dilma, a direita nativa agora vai exibindo as suas contradições – o que indica que não será nada tranquila a vida dos usurpadores que assaltaram o Palácio do Planalto.

Segundo o editorial, com o sugestivo título “Nova fase, velha Fiesp”, a entidade patronal está tentando aproveitar seu protagonismo na conspiração golpista – quando distribuiu patos amarelos para os otários que foram à Avenida Paulista e deu guarita, inclusive filé mignon, aos grupelhos de fascistas mirins – para conseguir maiores benesses do poder. “Que desfaçatez: num momento em que se discute um teto para a expansão dos gastos públicos, a Fiesp aproveita um encontro com a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, para pleitear que o banco, em vez de devolver ao Tesouro R$ 100 bilhões em empréstimos, use os recursos para ajudar o setor das indústrias”, ataca o artigo.

O jornal lembra que a dívida do BNDES com a União supera R$ 525 bilhões e “teve origem na tentativa dos governos petistas de estimular a economia com o uso de dinheiro público”. Para a famiglia Frias, os recursos públicos não devem servir para estimular a indústria e o desenvolvimento, mas apenas para ganhar os juros dos rentistas – e, lógico, dar uma ajudinha aos barões da mídia. A Folha elogia a postura do Judas Michel Temer, que propôs a devolução antecipada de parte dessa dívida, e espinafra as indústrias que agora tentam uma manobra – algo parecido como uma “pedalada fiscal”. Ao final, o editorial explicita a fratura no pacto mafioso e ataca a federação das indústrias, sem mencionar o nome do picareta Paulo Skaf – que nem industrial é na atualidade!

“Talvez acostumada a deixar a conta do pato para os outros, a Fiesp parece ignorar que o país já não comporta as demandas paroquiais. O esgotamento do Tesouro e o teto dos gastos impõem um pensamento novo, com soluções amplas e sistêmicas, abrangendo toda a sociedade. Toda e qualquer política pública que importe em subsídios precisa estar alicerçada em análises de custo-benefício e em contrapartidas sólidas e mensuráveis”. Será que o mafioso Paulo Skaf, que é metido a valentão, vai responder à mafiosa famiglia Frias? A conferir!

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/10/a-folha-e-os-patos-amarelos-da-fiesp.html