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O que tu indica? | Afroflix, uma plataforma de vídeos onde a gente negra se vê

No Afroflix, pode-se encontrar conteúdos audiovisuais com participação de gente negra

Mariana Reis*, no Brasil de Fato | Recife (PE), 03 de Agosto de 2017

Quantos filmes, séries, programas de televisão ou novelas você conhece com participação de negras e negros, seja como atrizes, atores… diretores, então, nem se fala!

Por isso, se você, além de ver TV, costuma assistir vídeos também pela Internet – como, por exemplo, via Youtube, ou serviços pagos como o Netflix –, uma dica interessante é conhecer o Afroflix, uma plataforma digital, colaborativa e gratuita criada pela cineasta baiana Yasmin Thayná, diretora de KBELA, O Filme (2015).

No Afroflix, pode-se encontrar conteúdos audiovisuais com participação de gente negra, seja no trabalho técnico ou artístico.

Isso quer dizer que, para a indicação de materiais, basta que a produção tenha a participação de, pelo menos, uma pessoa negra escrevendo o roteiro, protagonizando as histórias ou assinando a direção.

Além disso, qualquer pessoa pode se inscrever para participar ou indicar conteúdos para circulação online na plataforma, exclusiva para produções nacionais.

Hoje, estão disponíveis para assistir cerca de 100 materiais, entre documentários, ficções, webséries, vlogs, vídeoclipes, vídeos experimentais, entre outros produtos.

O objetivo do Afroflix é contribuir para que esses trabalhos circulem mais, sejam mais conhecidos, e também para que o povo afrobrasileiro – cerca de 53% da população, segundo dados do IBGE de 2016 – se sinta um bocadinho mais representado.

A ideia é fugir do óbvio, dando vez e voz pra quem faz cinema de uma forma diferente.

Assim, certamente você não vai encontrar lá os mesmos filmes que encontraria, por exemplo, numa sala de cinema de shopping ou numa TV comercial.

A perspectiva é justamente visibilizar o que a gente tem pouco acesso, rompendo com o lugar comum, que é o de perpetuar o imaginário sobre o povo negro sempre em segundo plano (quando aparecem, muitas vezes são representados como escravos, criminosos, etc).

E você, já conhecia o Afroflix? Tem algum filme da/do vizinha/o, amiga/o, namorada/o, pra indicar? E que tal fazer seu próprio filme? Acessa aí: http://www.afroflix.com.br e prepara a pipoca!

* Mariana Reis é jornalista e doutoranda na UFPE

Edição: Monyse Ravena

http://www.viomundo.com.br/politica/no-ar-o-afroflix-plataforma-onde-a-gente-negra-brasileira-se-ve.html

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Singela homenagem de Vinte, Cultura e

Sociedade, ao aniversariante do dia, Jorge Aragão.

http://www.jorgearagao.com/

Moonlight cast backstage during the 89th Annual Academy Awards at
Hollywood & Highland Center on February 26, 2017 in Hollywood, California.

Samuel L. Jackson gets emotional after Moonlight was revealed the Best Picture winner at the Oscars 2017.

Kimberly Drew

É bacharéu em História da Arte e Estudos Afro-Americanos pelo Smith College, e especialista em museologia. Curadora e criadora do blog Black Contemporary Art que, desde seu início, chamou a atenção do mundo das artes norte-americanas e fez com que a sua curadora fosse convidada a realizar trabalhos de curadoria e palestras em diferentes instituições como The Studio Museum of Harlem, Art Basel, Hyperallergic, Schomburg Center e outras.

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http://blackcontemporaryart.tumblr.com/

Lee Morgan

Filadélfia, 10 de Julho de 1938

Nova Iorque, 19 de Fevereiro de 1972.

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Foi um trompetista de jazz norte-americano. Ele surgiu no cenário da música dos EUA como membro da banda de Dizzy Gillespie e ganhou projeção no Jazz Messengers, grupo liderado pelo baterista Art Blakey. Dono de um estilo fluente, lírico e fortemente ligado ao blues, Morgan foi morto com um tiro no coração por sua mulher em um clube de jazz de Nova York. Até hoje, o episódio não foi completamente esclarecido. O ciúme teria sido o motivo do crime que privou o jazz de uma estrela ascendente.

Barack Obama sob o olhar crítico de quem sabe o que é

de fato importante. E não há sorriso que mascare isto.